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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

[Desafios Literários] Diário de um Banana Vol. 1


Série: Diário de um Banana
Título original: Diary of a Wimp Kid vol. 1
Autor: Jeff Kinney
Tradução: Antonio de Macedo Soares
Número de Páginas: 218
Editora: Vergara e Ribas Editoras
ISBN: 9788576833932
Ano: 2012
Nota: 09/10




Sinopse:

Não é fácil ser criança. E ninguém sabe disso melhor do que Greg Heffley, que se vê mergulhado no ensino fundamental, onde fracotes subdesenvolvidos dividem os corredores com garotos que são mais altos, mais malvados e já se barbeiam.

Em Diário de um Banana, o autor e ilustrados Jeff Kinney nos apresenta um herói improvável.



Resenha:

Quando comprei esse livro era para uso exclusivo dos meus filhos. Mas quando entrei no Desafio e o tema de fevereiro é livros que nos façam rir, meu primeiro pensamento foi esse livro, já que vi o quanto meu filho se divertiu com a leitura. E realmente, não me decepcionei.
A leitura tem um ritmo ótimo por conta dos desenhos. Muito engraçados!


Greg planeja ser muito famoso no futuro, mas por enquanto precisa “enfrentar” e vencer o ensino fundamental e para isso era necessário muitas estratégias, principalmente se quisesse ser conhecido na escola de forma positiva. E daí ele se envolve em muitas enrascadas e aventuras com seu amigo Rowley.


A vida de Greg é típica de filho do meio: os pais só prestam atenção quando faz coisa errada.
A única coisa que não gostei é que o Greg deixa o Rowley assumir a culpa por algo que não fez e ele enxerga como se fosse o certo. Acho que algumas crianças podem entender a mensagem de forma errada já que a mãe de Greg levou ele para tomar sorvete e tudo mais. Tudo bem que ele foi punido depois, mas ainda sim, não gostei dessa parte.
Fora isso, o livro condiz com sua proposta inicial: fazer rir!!




Essa resenha é para o Desafio Literário 24/12 - mês de fevereiro!


Sandrinha





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

[Desafios Literários] Um Mundo Perfeito


Autor: Leonardo Brum
Número de Páginas: 296
Editora: Novo Século
Ano: 2008
Nota: 08/10

Sinopse:
Em Pedra-Luz, os moradores ansiavam encontrar uma jóia rara que acreditava-se estar escondida na ilha e que havia sido roubada dos piratas mercenários na virada do século XIX. Cercada de inúmeras lendas e mistérios, dizia-se que tal jóia era capaz de realizar os desejos mais secretos das pessoas. Naquela fatídica terça-feira do ano de 1995, o encarregado da Central Foods encontrou a ilha completamente deserta. Para onde teriam ido todos os habitantes que desapareceram sem deixar vestígios? Sua salvação dependia de uma força maior que parecia inexistir em suas vidas. Um mistério que remonta os primórdios de Pedra-Luz. Um segredo familiar guardado a sete chaves. Um perigo arrebatador tão antigo quanto a própria alma dos homens.


Resenha:

Um mundo perfeito. O sonho de qualquer um. De todos. Mas e se fosse fácil conseguir, somente pedindo com muita fé? Pois é, isso aconteceu em Pedra-Luz. Só que cada pessoa tem uma visão diferente do que seja ‘perfeito’. Todos pensaram individualmente, no que seria melhor para si e não em um bem maior.
Todos os 206 moradores da pequena ilha fazem seus pedidos e são atendidos. E então tudo acontece...
Uma série de acontecimentos estranhos e uma antiga lenda sobre uma maldição paira sobre todos e é a explicação para o mistério que se desenrolará em sete dias...ou mais?
Todos na ilha eram pessoas simples, com problemas de pessoas simples como era o caso de Melissa, vivendo uma desilusão amorosa tão intensa que começa a duvidar da sua real necessidade de viver e pelo quê viver...

“...Se era verdade que o amor, dada a sua leveza, dava asas à pessoas, a sua perda deixava a alma presa em uma gaiola triste e sem luz. Dentro de um pequeno espaço vazio, onde o pior sofrimento era o fato de saber-se viva e não poder viver. O seu amor era tanto e tamanho o sofrimento que sentia, que saber-se viva trazia um vazio maior que a alma. Não podia imaginar-se sozinha no mundo, relegada por um amor que era parte dela própria...” pág. 64

Outras, adolescentes, com problemas menores mas que se tornam enormes devido à essa fase sofrida (drama modeon). É o caso de Janete

“...- Eu quis que meus olhos enxergassem mais do que os das outras garotas, porque achava que elas eram mais perfeitas do que eu. Mas sabe o que aprendi? Não existe o mundo perfeito, porque ninguém é e nem pode almejar ser perfeito. Todo mundo é igual, porque todo mundo tem defeitos e qualidades, e agora o que mais eu queria era voltar a ser como antes...” pág. 198

O que achei legal neste livro foi a demonstração de quanto o ser humano é egoísta e acomodado. O quão difícil é compreender coisas básicas.

“... Para os moradores da ilha, tão acostumados ao conforto e aos bens que o dinheiro podia comprar, algumas coisas pareciam difíceis de compreender. Talvez ele precisasse de uma força maior do que imaginava ter para convencê-los. O absurdo se mostrava como a mais temível realidade, mas talvez fosse difícil entender o absurdo...” pág. 205

Esse é o primeiro livro do Leonardo Brum e acho que ele promete. O estilo é gostoso de ler. Nem muito rebuscado, nem muito básico. Consegue falar palavrão e falar de fé sem ficar confuso ou piegas.
Na minha humilde opinião, a mensagem que o autor quis transmitir pode ser lida nesse trecho

“... Era preciso construir um mundo novo. Um mundo não mais perfeito, um mundo simplesmente humano. Precisaria de forças, sim. Mas alguma coisa no fundo de seu coração a impelia para frente, embora ela não tivesse a mínima ideia do que fosse. Parecia uma grande mão que era maior do que ela própria, cobrindo-a com um véu e, de repente, acreditava que nada poderia lhe acontecer. Se conseguisse enfrentar a criatura, de alguma forma poderia fazer com que tudo voltasse a ser como antes. Desejava imensamente salvar todas as pessoas da ilha, que padeciam diante de um grande silencio que lhes apagava o valor mais humano de suas almas e as deixava impotentes diante do perigo que as fariam apagar-se de vez no mundo...” pág. 253

Dá pra ficar pensando, depois de ler isso: Qual a “criatura” que estou enfrentando? Qual meu maior medo?
Leiam!

Esse livro é para o Desafio Realmente Desafiante n.15!!







[Desafios Literários] O Iluminado


Título original: The Shining
Autor: Stephen King
Tradução: Betty Ramos Albuquerque
Número de Páginas: 269
Editora: Planeta DeAgostini
ISBN: 8574796433
Ano: 1997
Nota: 10/10




Sinopse:
            Danny Torrance não é um menino comum. Danny é capaz de ouvir pensamentos. Ele pode transportar-se no tempo e olhar o passado e o futuro. Danny é um iluminado. Maldição ou benção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador do velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se de vez das convulsões que assustam a família. Só que Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu de enterrar velhos ódios, cicatrizar antigas feridas. O Overlook é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. O Overlook é uma sentença de morte e quer Danny, e precisa dos poderes de Danny para chegar ao fim.
A luta assustadora entre dois mundos. Um menino e a ânsia assassina de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte.

Resenha:

            Intenso. É essa a sensação que tenho a respeito desse livro nesse instante em que acabei de ler a ultima linha.
Quis escrever a resenha logo que terminei a leitura porque a sensação é muito forte. Não estou sendo exagerada quando digo que terminei “cansada”.
É tensão demais.
Antes desse livro, só tinha lido um conto do King. Livro é o primeiro. E que livro.
Parece que as editoras fazem propositalmente letras pequenininhas nesse tipo de livro para que cada página demore a ser lida, mesmo que você esteja desesperada (com taquicardia) para ler a página seguinte...
            Jack Torrance é o pai de Danny. O elo fraco da corrente. Visão distorcida do sentido da palavra culpa. Nunca é dele.

“... Bisbilhotava, da mesma forma que sempre bisbilhotava a vida dele, quando estavam em Stovington e Danny ainda era um bebê. Onde vai Jack? A que horas volta? Está levando dinheiro? Quanto? Vai de carro? Al vai com você? ... E assim por diante. Ela, perdoem a expressão, levara-o à bebida.”  Pág. 111

Apesar de todos os incidentes e acidentes que ocorrem por culpa do próprio, ele nunca se sentia culpado. No momento do acontecido sim, mas depois sempre achava uma desculpa que satisfazia sua consciência. Quando finalmente larga a bebida, está acabado. Então seu amigo lhe oferece um emprego. Ótimas expectativas, mudança de ares. Recomeço para a família.
Mas Danny sabe que não é nada disso, mas também sente que para o pai é a ultima chance. E ele ama demais o pai. Sabe que não vai ser fácil, mas não tem a menor ideia do quão terrível possa ser

“... (Não creio que possam atingi-lo são como desenhos de um livro... feche os olhos e desaparecerão.)
Baixou as pálpebras. As mãos se cerraram. Os ombros se curvaram com o esforço da concentração. (Nada ali nada ali nada ali, de jeito nenhum NADA ALI NÃO HÁ NADA!)
O tempo passou. E ele começava a relaxar, começava a compreender que a porta devia estar aberta, e que podia sair, quando as mãos sem vida há anos, inchadas, cheirando a peixe, fecharam-se suavemente em torno de seu pescoço, e o foram torcendo para que ele olhasse aquele rosto morto e roxo.” Pág. 134

Às vezes eu parava de ler simplesmente porque não queria ver o que acontecia depois. Sabe medo? Pois é. Sou mole mesmo.
Mas daí, sou brasileira e não desisto nunca...rs
E voltava. Mas entre mortos e feridos (incluindo eu), o final parece que vai ser ruim, mas termina bem.
Um detalhe no estilo do King que me chamou a atenção nesse livro que achei ótimo foi como ele xinga...rs

“... O operário passou para a esquerda, ainda buzinando, e berrou ao passar pelo carro descontrolado. Mandou o motorista ir praticar algum ato sexual anormal sem parceiro. Participar de sexo oral com roedores e pássaros. Articulou seu desejo de que todos as pessoas de sangue negro voltem ao continente de origem. Expressou sua sincera convicção do lugar que a alma do motorista do Cadillac ocuparia depois de morto. Concluiu dizendo que achava ter conhecido a mãe do motorista numa casa de prostitutas em New Orleans...” pág. 189

Elegante e educado. Rs
Enfim, um livro incrível. Mostrando as fraquezas da alma e onde estão escondidos os pequenos tesouros da vida. Leiam!
Eu irei ler algumas coisas bem leves por um tempo para descontar o peso desse livro!!


Este livro é para o Desafio Realmente Desafiante n. 7!!








[Desafios Literários] O Diário de um Banana Vol. 2


Título original: Diary of a Wimp Kid vol. 2
Autor: Jeff Kinney
Tradução: Antonio de Macedo Soares
Número de Páginas: 224
Editora: Vergara e Ribas Editoras
ISBN: 9788576833949
Ano: 2012
Nota: 09/10





Sinopse:

            Sequencia do best-seller Diário de um Banana, neste novo livro Greg continua se metendo em confusão. Só que desta vez as coisas pioram: Rodrick, seu irmão, sabe de um incidente que Greg quer manter em sigilo. Mas segredos são difíceis de serem guardados... especialmente quando há um diário envolvido.


Resenha:

            E a saga de Gregory tentando passar ileso e ainda ficar um “pouco famoso” durante o ensino fundamental continua, mas dessa vez mostra um pouco do seu relacionamento (brigonamento) com Rodrick, seu irmão mais velho. Mais uma vez comprova-se a teoria que, do filho do meio, a mãe só vê o mal-feito =) .

            Achei esse livro um pouco mais engraçado do que o primeiro e quase morri de rir com o projeto de Ciencias do Rodrick no final do livro!! Uma descoberta e tanto!! Não achei a imagem na web, então fotografei o livro!! rs


            Leiam!! Ah! E tem o filme! Do livro 1 e do livro 2!


Essa resenha é para o Desafio Literário 24/12 - mês de fevereiro!








terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

[Desafios Literários] MAZE RUNNER – CORRER OU MORRER Vol. 1


 MAZE RUNNER – CORRER OU MORRER Vol. 1
Série: Trilogia Maze Runner
Título original: The Maze Runner
Autor: James Dashner
Tradução: Henrique Monteiro
Número de Páginas: 428
Editora: Vergara & Riba Editoras
ISBN: 9788576832478
Ano: 2009
Nota: 10/10


Sinopse:
Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.


Resenha:
Faz tempo que estava querendo ler esse livro, mas a oportunidade não aparecia, então enfim, ele chegou...e não me decepcionou!! (rimou o.O)
A Clareira é o local onde moram vários jovens entre 12 e 17 anos. Não se sabe porque estão lá e quanto tempo ficarão. Só sabem que precisam sair. De qualquer modo.
Quando Thomas chega, está mais assustado do que tudo, mas ao mesmo tempo tem uma sensação estranha...a cabeça está cheia de perguntas mas ninguém quer responder. E agora?

“...Alby aponta para as portas no chão.
- Esta aqui é a Caixa. Uma vez por mês, recebemos um Calouro como você, nunca falha. Uma vez por semana, recebemos suprimentos, roupas, algum alimento. Não precisamos de muito...a maior parte produzimos sozinhos na Clareira.” Pág. 51

Thomas resolve ouvir, mesmo a cabeça fervilhando. A amizade com Chuck, o garoto de 12 anos que não pára de falar, se torna fundamental em sua vida na Clareira.
Mas de repente tudo muda com a chegada da garota. E na mesma semana. O que mudou? E porque mudou?

“...Um silencio absoluto abateu-se entre os moradores da Clareira. Quando Newt inclinou-se para ver melhor o interior da Caixa, um fraco berro de cabra ecoou à distancia pelo pátio. Thomas inclinou-se para a frente até onde pôde, esperando ter uma visão do recém-chegado.
Com um movimento brusco e inesperado, Newt recuou até ficar em pé de novo, o rosto contraído em completa confusão.
- Santo... – ele ofegou, olhando ao redor para nada em particular.
Nesse momento, Alby também dera uma olhada, tendo uma reação semelhante.
- Não é possível – murmurou ele, quase em transe.” Pág. 64

O ritmo do livro é alucinante. Sabe aquele livro que você fica arfante depois do personagem correr e quase morrer?? Pois é. Esse livro faz isso. O titulo é literal mesmo. Correr ou Morrer.
Há uns seres H-O-R-R-I-P-I-L-A-N-T-E-S nesse livro...sério, sonhei uma noite inteira com essas coisas...mas vou deixar vocês lerem para poder terem um “contato” melhor com o negócio...sentirem a pressão...

“...Tentando não pensar no assunto, Thomas fechou os olhos por um momento e concentrou-se em permanecer imóvel e em silencio. A criatura continuava vindo.
Zuirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Clique-clique-clique-clique
Zuirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Clique-clique-clique-clique...”  pág. 147

Não li muitos livros distópicos, mas os poucos foram todos muito bons. Achei a ideia central desse livro bem parecida com Jogos Vorazes de Suzanne Collins, mas há elementos diferentes. Tive essa sensação ao final da leitura, mas não estragou em nada. O único problema desse livro é....tem continuação e já me disseram que o livro 2 termina muitooo tenso...e o que é o final desse livro??!
Leiam! Recomendadíssimo!!

Está é a Resenha 1 do tema do mês de Janeiro.








[Desafios Literários] A Profecia das Irmãs

As resenhas para este desafio serão postadas no Mundo de Tinta!!

O tema do mês de Janeiro foi Livre, então li o livro que ganhei de presente do AS - A Profecia das Irmãs. Quem quiser ler, é só clicar aqui!







[Desafios Literários] FEIOS Vol. 1


FEIOS Vol. 1
Título original: Uglies
Série:  Feios
Autor: Scott Westerfeld
Tradução: Rodrigo Chia
Número de Páginas: 415
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501083708
Ano: 2010
Nota: 08/10

Sinopse:
Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não para dar uma grande festa, mas sim para se tornar perfeita. No mundo de Tally, fazer 16 anos significa passar por uma operação que a transformará de “feia” em um ser incrivelmente belo e perfeito, e lhe dará passe livre para vida de glamour, festas e diversão, onde seu único trabalho é aproveitar muito.
Mas Shay, uma das amigas de Tally, não está tão ansiosa assim: prefere se arriscar fora dos limites da cidade. Quando Shay desaparece, Tally vai conhecer um lado totalmente diferente desse mundo perfeito – e, acredite, não é nada bonito.


Resenha:
Tally Youngblood contava os dias. Faltava pouco agora, três meses. Seu melhor amigo, Peris, já havia se tornado perfeito e agora sua vida era só diversão. Mas até lá se sentia muito sozinha. É então que conhece Shay e as duas se tornam melhores amigas em questão de dias. Shay ensina seus truques e Tally também a surpreende com os seus. Uma perfeita sintonia. É então que Shay conta o que pretende fazer para o seu futuro e Tally descobre que sua amiga é louca, de acordo com os seus próprios pensamentos. E a loucura de Shay acaba prejudicando Tally e seu grande sonho de viver de festas e futilidades.
O que mais me chamou a atenção nesse livro é a forma como as pessoas se veem até os 16 anos. A dependência que demonstram de ter uma boa aparência e o que só era alcançado por meio da cirurgia. Como a adolescência, uma fase de descobertas e aventuras se transforma em uma simples transição entre infância feia e perfeição aos 16.


“... - Porquê? você não me suporta do jeito que sou? Precisa botar uma imagem na cabeça para poder me imaginar em vez de olhar para a minha cara?
- Calma, Shay, é só brincadeira.
- Fazer as pessoas se sentirem feias não é nada divertido.
- Mas nós somos feias!
- Esse joguinho foi desenvolvido para nos fazer sentir raiva de nós mesmos.
....
- Claro. Até parece que as coisas eram maravilhosas quando todo mundo era feio. Ou será que você perdeu essa aula na escola?
- Eu sei, eu sei. Todo mundo julgava os outros pela aparência. As pessoas mais altas conseguiam empregos melhores, e o povo votava em certos políticos só porque eles não eram tão feios quanto a maioria. Blá, blá, blá.
- Isso aí. E as pessoas se matavam por coisas como uma cor de pele diferente...” pág. 47


Acho que o autor foi muito feliz ao discutir esse tema de forma tão sutil e direta ao mesmo tempo. Os adolescentes de hoje em dia estão valorizando demais a aparência e o modo como as pessoas os veem. E isso não é legal. Estão tornando-se adultos paranoicos e estressados e já complexados com um monte de coisas sem importância. Ou ainda se revoltam com situações e ocasiões tão sem noção que você fica pensando “Como ele poderia estar utilizando toda essa energia e inteligência para algo realmente importante”, e por ai vai. Acho que nesse momento estou falando que nem uma velhinha de 60 anos... rsrs
Tenho alguns sobrinhos (só dois tá, rum) que estão passando por essa fase, onde em uma semana, quer ser jogador de futebol e faz o pai largar tudo onde mora para poder ir pra os grandes centros e tentar algo e, no ano seguinte, não quer mais saber de nada...vira tartaruga e enterra a cabeça dentro do casco e nem terminar o ensino médio quer...fala sério...
No livro, Tally tem um só objetivo: tornar-se perfeita. Mas, e depois? Depois pensa em algo. Depois das festas. Depois das badalações. Depois, depois.
Acho que muitos adolescentes pensam assim também. Querem sair da infância para “curtir” muitooooo... mas, e depois da curtição? E o outro mundo que tem lá fora? Através de metáforas, esse livro te faz pensar sobre vários assuntos pertinentes a muita coisa que acontece em nossos dias e não deveria acontecer tanto. Leiam! Recomendado! 

Essa é a Resenha 2 do mês de Janeiro.